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Mon: 03-21-11

James Blake . James Blake . R&S Records . 2011

O primeiro grande disco de 2011 acabou de sair, e dificilmente estará fora das listas de melhores deste ano que apenas começou. Trata-se do debut homônimo do cantor, compositor e produtor inglês James Blake. Com apenas 22 anos de idade, Blake despontou em 2010 lançando três ótimos EPs: "The Bells Sketch", "CMYK" e "Klavierwerke". Nessas pequenas amostras, o produtor já apresentava uma forma toda própria de mexer com o dubstep, criando sonoridades minimalistas com batidas instáveis, muitos fragmentos vocais e usando o silêncio misturado a frequências baixíssimas que fazem tremer a caixa torácica como forma de composição. Toda essa originalidade o colocou no topo das promessas da nova música europeia, ganhando da BBC o status de “O Som de 2011”.

Em seu álbum de estreia, no entanto, Blake criou um som ainda mais pessoal e indefinido, além de revelar-se um grande cantor. O primeiro single é uma versão de “Limit To Your Love”, da cantora canadense Feist, que não só superou a original como está sendo tratada como uma das melhores gravações do século XXI. Seu novo single, “Wilhelms Scream”, traz a mesma proposta e o mesmo choque nas audições. Mas essas talvez sejam as músicas mais fáceis de digerir do álbum. Nas restantes, o experimentalismo, a simplicidade e o silêncio tornam-se ainda mais presentes. Destaque ainda para as incríveis “To Care (Like You)”, “I Never Learnt To Share”, “Measurements” e “Unluck”.

Por Daniel Tamenpi