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Mon: 06-21-10

Rock Rocket . EP Vyniland . 2010
Rock de roqueiro. Um belo termo para dizer que alguém faz um rock não ditado por cânones ou modismos? Rock sem mediação de qualquer tipo, direto e “visceral” – para usar o jargão da idiotia crítica reinante? Em tese, nenhuma dessas definições são lá do meu agrado, mas, desde que o circuito dos festivais independentes se estabeleceu no Brasil, elas se tornaram chavão para definir grande parte dos artistas em destaque nessa seara – Macaco Bong, Black Drawing Chalks etc.

O Rock Rocket, de São Paulo, joga nesse esquema: garage rock, letras pouco elaboradas, celebração de temas ligados à juventude, diversão, baixo, bateria e guitarra sujas e diretas, e refrão para ser cantado derrubando litros de cerveja na banda e na plateia. Nada disso é necessariamente ruim, a menos que você não seja um membro da TFP ou coisa do tipo. O rock n’roll em seus primórdios tratou exatamente disto: universalizar, cristalizar e imortalizar o momento mais marcante da vida.

O que muda no Rock Rocket nesse classudo EP em vinil de 45 rotações é que nas suas três faixas o grupo migrou de um punk rock inicialmente mais ordinário para um rebuscamento seco à moda de um The Who, Slade, Dr. Feelgood ou New York Dolls. Aquele vácuo entre o hard rock e o que se convencionou chamar de punk rock. Enfim, rock para curtir sem pensar no futuro.

Por Arthur Dantas